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O Programa: como se transformar num livre-pensador

Um percurso de seis meses para quem já estudou yoga, meditação ou terapias e quer organizar seu repertório, questionar respostas prontas e construir uma maneira própria de pensar, viver e trabalhar.
Prof.dr. Roberto Simões
  • Início das vendas 01/01/2027
  • 48 horas de carga horária
  • Última atualização 24/08/2026
  • Certificado de conclusão de curso

Abertura do carrinho em 01/01/2027

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6 meses

Sem tempo para fazer o curso agora?

Fique tranquilo, você poderá participar desse curso em até 6 meses após a matrícula.

Sobre o Curso

O Programa

Autoconhecimento sem garantias: a construção de uma posição própria

Você provavelmente já estudou bastante.

Talvez tenha feito uma formação em yoga ou meditação, participado de retiros, lido livros de filosofia, espiritualidade, psicologia ou psicanálise. Talvez trabalhe hoje como professor, terapeuta ou profissional do cuidado. Ou talvez simplesmente tenha passado anos tentando compreender melhor a si mesmo.

E, em algum momento, pode ter surgido uma sensação estranha: quanto mais você estuda, mais coisas aparecem para estudar.

Um método diz uma coisa. Uma tradição diz outra. A neurociência oferece uma explicação. A psicologia, outra. Um mestre aponta um caminho. Um livro parece oferecer a resposta.

Você experimenta, aprende, incorpora — e continua procurando.

Talvez o problema não seja falta de conhecimento.

Talvez seja o excesso de respostas.

É dessa inquietação que nasce O Programa.

Não é mais um curso para ensinar uma técnica, transmitir uma tradição ou apresentar uma nova teoria sobre como você deveria viver.

É um percurso de seis meses para quem já entrou nesse universo do autoconhecimento e percebeu que talvez precise de outra coisa: um espaço para organizar, confrontar e elaborar tudo aquilo que já encontrou pelo caminho.


Uma travessia em seis movimentos

Ao longo de seis meses, vamos percorrer seis perguntas. Elas não são seis assuntos independentes, mas etapas de uma mesma investigação.

1. Origem | O que trouxe você até aqui?

Antes de procurar mais uma resposta, voltaremos à pergunta que talvez tenha ficado esquecida: o que colocou você em movimento?

O que havia antes do yoga, da meditação, da terapia, da espiritualidade? Uma inquietação? Um sofrimento? Um desejo? Uma busca que você ainda não consegue nomear?

Começaremos investigando aquilo que nos trouxe até aqui e aquilo que, talvez sem percebermos, continuamos repetindo.

2. Autoridade | Quem sabe por você?

Em algum momento, alguém começou a nos ensinar como deveríamos cuidar de nós mesmos.

Um mestre. Uma tradição. Um terapeuta. Um livro. A ciência. A neurociência. Uma formação.

Vamos investigar essas formas de cuidado e perguntar: quando sigo um caminho de transformação, estou construindo uma relação própria comigo ou aprendendo a me tornar aquilo que alguém disse que deveria ser?

3. Não saber | O que você não sabe sobre você?

O autoconhecimento costuma partir da promessa de que, se estudarmos o suficiente, finalmente compreenderemos quem somos.

A psicanálise introduz uma ruptura nessa ideia.

Talvez não sejamos inteiramente transparentes para nós mesmos. Talvez exista um saber que não sabemos.

Vamos investigar desejo, inconsciente e repetição — e descobrir que reconhecer aquilo que não sabemos sobre nós pode ser mais fecundo do que encontrar uma definição definitiva de quem somos.

4. Saberes | O que os saberes fazem com você?

Aqui voltaremos aos próprios conhecimentos que nos trouxeram até este campo.

O que acontece quando entramos em uma tradição?

O que o yoga nos ensina sobre sofrimento, transformação e libertação? Que sujeito aparece quando seguimos determinado caminho?

Colocaremos em diálogo textos clássicos do yoga, filosofia e pensamento contemporâneo para aprender a olhar para os saberes que estudamos não apenas pelo que eles dizem, mas também pelo que produzem em nós.

5. Repetição | O que você reproduz sem perceber?

Nem tudo aquilo que chamamos de escolha nasceu de uma escolha consciente.

Incorporamos maneiras de pensar, sentir, trabalhar, ensinar, cuidar e até compreender o que significa "ser espiritual", "ser terapeuta" ou "ser uma boa pessoa".

Vamos investigar essas disposições e reconhecer aquilo que talvez tenhamos recebido e passado a chamar de "nosso".

6. Invenção | Como inventar um estilo?

Depois de tudo isso, chegamos à pergunta mais difícil.

Se aquilo que me trouxe tem uma história; se fui atravessado por tradições, discursos e relações; se não sei inteiramente quem sou; se repito coisas que nem sempre reconheço como minhas...

o que posso fazer com tudo isso?

É aqui que aparece a ideia de estilo.

Não como originalidade ou personalidade, mas como uma maneira singular de fazer alguma coisa com aquilo que nos constitui.

Não para apagar nossa história.

Não para encontrar uma essência perdida.

Não para finalmente descobrir o jeito correto de viver.

Mas para construir, pouco a pouco, uma maneira própria de viver.



Como essa travessia acontece

Cada mês será trabalhado através de quatro encontros ao vivo de 90 minutos.

Encontro 1 — Teoria
Apresentação do problema, dos conceitos e do repertório que orientará aquele mês.

Encontro 2 — Elaboração
Discussão das leituras propostas. Aos poucos, o centro da palavra deixa de estar apenas em mim e passa para o próprio grupo.

Encontro 3 — Supervisão
Aproximação entre teoria e experiência: situações profissionais, casos clínicos, experiências de trabalho e questões concretas trazidas pelos participantes.

Encontro 4 — Elaboração de si
Um espaço mais aberto para aquilo que o percurso provocou: perguntas, impasses, repetições, descobertas e deslocamentos.

Entre os encontros, haverá leituras cuidadosamente selecionadas — não para aumentar a quantidade de coisas que você precisa estudar, mas para dar profundidade e sustentação àquilo que estamos investigando.

Os encontros ficarão gravados e disponíveis aos participantes durante todo o percurso.

O grupo será pequeno porque a proposta não é assistir a 24 aulas.

É participar de uma travessia.



Para quem é O Programa?

O Programa foi pensado para quem já possui alguma trajetória nesse universo e sente que chegou a hora de ir além do consumo de técnicas, cursos e respostas.

Pode ser para você se:

  • é professor ou professora de yoga e percebe que ensinar exige mais do que dominar técnicas;

  • trabalha com terapias, práticas integrativas, meditação ou outras formas de cuidado;

  • fez uma ou mais formações e sente que acumulou conhecimentos, mas ainda não encontrou uma posição própria;

  • pratica yoga ou meditação há algum tempo e deseja compreender mais profundamente o campo em que está inserido;

  • estuda filosofia, psicologia, espiritualidade ou psicanálise por conta própria e quer organizar melhor esse repertório;

  • trabalha com pessoas e deseja pensar criticamente sobre o lugar que ocupa nessa relação;

  • ou simplesmente sente que já passou da fase de procurar "mais uma resposta" e quer começar a elaborar as suas próprias perguntas.

Você não precisa ser terapeuta, professor de yoga ou possuir formação acadêmica.

Mas é importante que exista uma trajetória anterior de busca, estudo ou experiência que faça você reconhecer a pergunta que sustenta O Programa.



O que você leva daqui?

Não uma nova técnica.

Não uma doutrina.

Não uma resposta definitiva sobre quem você é.

E muito menos um método para aplicar em outras pessoas.

A proposta é que, ao longo desses seis meses, você possa sair com algo mais difícil de obter:

uma posição própria.

Uma maneira mais consciente de se relacionar com os saberes que estuda, com as práticas que realiza, com as pessoas que acompanha e, sobretudo, consigo mesmo.

Porque talvez o amadurecimento no campo do autoconhecimento não seja encontrar uma essência escondida ou eliminar tudo aquilo que incomoda.

Talvez seja aprender a fazer alguma coisa com aquilo que nos constitui.

Não se trata de encontrar o jeito certo de viver.

Trata-se de tornar-se suficientemente livre para inventar o seu.



Quem conduz

O Programa nasce de uma trajetória de mais de duas décadas dedicada ao estudo do yoga, da meditação, da filosofia, das religiões e da psicanálise.

Ao longo desse percurso, também acompanhei de perto professores de yoga, terapeutas e profissionais do cuidado, seja em minha prática clínica, seja em cursos, formações e grupos de estudos dos quais participei em diferentes lugares do Brasil.

O Programa é, de certa maneira, uma condensação dessa trajetória.

Não para transmitir tudo o que estudei.

Mas para criar um espaço no qual esse repertório possa ser colocado em movimento — junto com aquilo que você já sabe, aquilo que ainda não sabe e aquilo que poderá descobrir sobre sua própria maneira de pensar e viver.



Uma última coisa

O Programa não promete transformar você em uma versão melhor, mais equilibrada ou mais adequada de si mesmo.

Não há um modelo final de sujeito esperando por você ao fim dos seis meses.

Há uma travessia.

E talvez o resultado mais interessante dessa travessia seja justamente deixar de procurar alguém que finalmente lhe diga quem você é.

Para começar a construir, com o que você tem, com o que recebeu, com o que repete e também com aquilo que ainda não compreende,

um jeito que seja suficientemente seu.

Público alvo

Em geral: adultos com boa formação cultural e/ou profissional, já familiarizados com yoga, meditação, psicologia, filosofia, espiritualidade ou processos de autoconhecimento, que chegaram a um ponto em que não querem mais apenas consumir conhecimento, mas construir uma posição própria diante da vida.



1. Profissionais liberais e executivos que buscam um percurso intelectual e existencial que envolve filosofia, psicanálise e espiritualidade, mas sem cair em armadilhas de seitas, cultos e "igrejas-linhagem"

  • praticam yoga ou meditação;
  • fazem terapia ou já fizeram;
  • leem filosofia/psicologia;
  • frequentam retiros;
  • têm interesse por espiritualidade;
  • estão questionando seu modo de viver;
  • sentem que sucesso profissional não resolveu determinadas questões.



2. Psicólogos, médicos e outros profissionais da saúde. 

Não para ensinar psicologia ou medicina, mas porque muitos desses profissionais já têm formação acadêmica e estão interessados em:

  • subjetividade;
  • corpo;
  • sofrimento;
  • espiritualidade;
  • meditação;
  • práticas contemplativas;
  • relação terapêutica;
  • filosofia.



3. Pessoas do universo corporativo que fizeram uma "virada"

Pessoa que passou anos em:

  • empresas;
  • gestão;
  • mercado financeiro;
  • tecnologia;
  • direito;
  • publicidade;
  • empreendedorismo;

e começaram a se interessar por:

  • yoga;
  • meditação;
  • psicanálise;
  • filosofia;
  • espiritualidade;
  • retiros;
  • terapias.

Eles não querem necessariamente virar terapeuta, mas compreender o que está acontecendo com a própria vida.



4. Intelectuais, artistas e profissionais criativos

Designers, escritores, arquitetos, jornalistas, músicos, fotógrafos, pesquisadores, professores universitários etc.

Pessoas para quem "autoconhecimento" talvez seja uma palavra pequena demais.

O que procuram pode ser:

uma maneira mais sofisticada de pensar a própria existência e o próprio trabalho.



5. Pessoas que já investem bastante em desenvolvimento pessoal

 Pessoas que já investiram muito em:

  • terapia;
  • retiros;
  • viagens;
  • cursos;
  • livros;
  • experiências contemplativas;
  • yoga;
  • meditação;
  • formação;
  • workshops.

E começam a perceber:

"Eu tenho muito mais informação do que elaboração."

Sobre o certificado

A todos que frequentarem 100% do programa.

Acesso por 6 meses

Até 6 meses de suporte

Estude quando e onde quiser


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